quarta-feira, 11 de maio de 2011

Minha ultima obra!

Tanto tempo sem pintar! Acho que não perdi o jeito.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Mostra sobre cinema brasileiro nos anos 2000 tem início em SP


                                        
Informações disponíveis em Folha Online

Agora uma musiquinha pra machucar os corações!


Bicho de Sete Cabeças

Zeca Baleiro


Composição : Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha
Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez desapareça
Cresça e desapareça...
Não tem dó no peito
Não tem jeito
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada
Eu não fiz nada disso
E você fez
Um Bicho de Sete Cabeças...
Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça (Não tem ninguém que mereça)
Não tem coração que esqueça (Não tem pé, não tem cabeça)
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito (Não dá pé, não é direito)
Não tem nem talvez ter feito (Não foi nada, eu não fiz nada disso)
O que você me fez desapareça (E você fez um)
Cresça e desapareça... (Bicho de Sete Cabeças)
Bicho de Sete Cabeças!
Bicho de Sete Cabeças!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pelos anos idos e pelo "fino leitor"!

Festa com meus amigos incrédulos! Abençoados sejam!
 
 Em virtude deste dia, estou postando esse "Poema de Sete Faces". Para entreter o fino leitor, e para minha comemoração pessoal! Adoro estas palavras, como adoro a Deus e como adoro a palavra "Deus". E se ele mesmo estiver me ouvindo digo agora para que não seja tardio: - Senhor! Desculpe-me se não o amei antes!
   E para minha festa está aqui este lindo poema! Lindo? Eu disse lindo? Já estou ficando comovido! Se te agradar, fino leitor, já estou pago pela tarefa e se não te agradar pago-te com um deboche e digo: -Adeus!
        Quem disse que o Paulo Autran não viria a minha festa? Olha ele aí recitando o poema do Drummond!


Poema de Sete Faces
Carlos Drummond de Andrade


Quando nasci um anjo torto
desses que vive na sombra
disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
Que corresm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
Não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de peras:
Pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.

Porém meus olhos
nao perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A cana de açúcar e a entropia ambiental e cultural!


João Cabral de Melo Neto
   Olá Fino Leitor! Na postagem anterior este Blog denuncia a cultura da cana de açúcar pondo em risco os sítios arqueológicos de General Salgado e Região. Existe entre os finos leitores alguém que pode questionar: - Mas o que tudo isso tem em comum com "Cultura"? E desde já dou minha resposta(MINHA RESPOSTA). Muitas vezes pensamos no progresso, mas não em suas consequencias. Não pensamos que a mono-cultura da cana de açúcar nos afeta não só no aspecto ambiental como os males causados ao solo. Sabemos que a "cana" é um parasita para o solo assim como o "capim-colonião" que ao contrário do que muitos pensam não é uma planta típica do Brasil.        O mesmo capim-colonião que acabou com o Vale Jequitinhonha! Sem falar na mão de obra trazida de outras regiões do Brasil como por exemplo, os trabalhadores do Maranhão, Piauí, e outros que são trazidos para trabalhar em nossas usinas e que vivem em alojamentos com condições desumana. Esses trabalhadores que incorporam os costumes e a cultura de outras regiões se descaracterizando como povo e rotulados como "perversos". Etc.etc, etc. . . 
 Enfim, deixo essa semi-resposta para que o leitor possa pesquisar ainda mais e descubra que tudo, rigorosamente tudo está ligado a cultura. O mestre João Cabral de Melo Neto já evidenciava esses problemas. Vejam o que ele diz neste trecho de poesia! 
 O RIO [fragmento]
“Até este dia, usinas
eu não havia encontrado.
Petribu, Muçurepe,
para trás tinham ficado,
porém o meu caminho
passa por ali muito apressado.
De usina eu conhecia
o que os rios tinham contado.
Assim, quando da Usina
eu me estava aproximando,
tomei caminho outro
do que vi o trem tomar:
tomei o da direita,
que a cambiteira vi tomar,
pois eu queria a Usina
mais de perto examinar.
Vira usinas comer
as terras que iam encontrando;
com grandes canaviais
todas as várzeas ocupando.
O canavial é a boca
com que primeiro vão devorando
matas e capoeiras,
pastos e cercados;
com que devoram a terra
onde um homem plantou seu roçado;
depois os poucos metros
onde ele plantou sua casa;
depois o pouco espaço
de que precisa um homem sentado;
depois os sete palmos
onde ele vai ser enterrado.
Muitos engenhos mortos
haviam passado no meu caminho.
De porteira fechada,
quase todos foram engolidos.
Muitos com suas serras,
todos eles com seus rios,
rios de nome igual
como crias de casa, ou filhos.
Antes foram engenhos,
poucos agora são usinas.
Antes foram engenhos,
agora são imensos partidos.
Antes foram engenhos
com suas caldeiras vivas;
agora são informes
partidos que nada identifica.
Mas nas Usina é que vi
aquela boca maior
que existe por detrás
das bocas que ela plantou;
que come o canavial
que contra as terras soltou;
que come o canavial
e tudo o que ele devorou;
que come o canavial
e as casas que ele assaltou;
que come o canavial
e as caldeiras que sufocou.
Só na Usina é que vi
aquela boca maior,
a boca que devora
bocas que devorar mandou.
Na vila da Usina
é que fui descobrir a gente
que as canas expulsaram
das ribanceiras e vazantes;
e que essa gente mesma
na boca da Usina são os dentes
que mastigam a cana
que a mastigou enquanto gente;
que mastigam a cana
que mastigou anteriormente
as moendas dos engenhos
que mastigavam antes outra gente;
que nessa gente mesma,
nos dentes fracos que ela arrenda,
as moendas estrangeiras
sua força melhor assentam.
Por esta grande usina
olhando com cuidado vou,
que esta foi a usina
que toda esta mata dominou.
Numa usina se aprende
como a carne mastiga o osso,
se aprende como mãos
amassam a pedra, o caroço;
numa usina se assiste
à vitória, de dor maior,
de brando sobre o duro,
do grão amassando a mó;
numa usina se assiste
à vitória maior e pior,
que é a da pedra curta
furada de suor.
Para trás vai ficando
a triste povoação daquela usina
onde vivem os dentes
com que a fábrica mastiga.
Dentes frágeis, de carne,
que não duram mais de um dia;
dentes são que se comem
ao mastigar para a Companhia;
de gente que, cada ano,
o tempo da safra é que vive,
que, na braça da vida,
tem marcado curto o limite.
Vi homens de bagaço
enquanto por ali discorria;
vi homens de bagaço
que morte úmida embebia.
E vi todas as mortes
em que esta gente vivia:
vi a morte por crime,
pingando a hora da vigia;
a morte por desastre,
com seus gumes tão precisos,
como um braço se corta,
cortar bem rente muita vida;
via morte por febre,
precedida de seu assovio,
consumir toda a carne
com um fogo que por dentro é frio.
Ali não é a morte
de planta que seca, ou de rio:
é morte que apodrece,
ali natural, que visto.
Agora vou deixando
a povoação daquela usina.
Outra vez vou baixando
entre infindáveis partidos;
entre os mares de verde
que sabe pintar Cícero Dias,
pensando noutro engenho
devorado por outra usina;
entre colinas mansas
de uma terra sempre em cio,
que o vento, com carinho,
penteia, como se sua filha.
Que nem ondas de mar,
multiplicadas, elas se estendiam;
como ondas do mar de mar
que vou conhecer um dia.”
(por João Cabral de Melo Neto)

Cultura da cana de açúcar ameaça sítios arqueológicos em General Salgado! e Região!

Professor Tadeu Arruda analisando ossada
  Um tesouro guardado há cerca de 90 milhões de anos corre o risco de desaparecer nas terras de General Salgado, a 110 quilômetros de Rio Preto. O aumento das plantações de cana-de-açúcar ameaça os sítios paleontológicos da região, onde foram encontrados esqueletos de crocodilos pré-históricos a partir do início da década de 1990 e, recentemente, uma costela e dentes de dinossauros. 

As plantações de cana-de-açúcar em 21 municípios da região de General Salgado cresceram 11 vezes nos últimos 19 anos, desde a descoberta do primeiro fóssil. No período, a área destinada à monocultura saltou de 15 mil para 164 mil hectares. A situação preocupa pesquisadores, que se dizem cansados de pedir apoio ao governo local por não terem nenhuma garantia da preservação das áreas, localizadas em propriedades rurais particulares, de onde foram retirados os fósseis.

Problemas

Em algumas situações, a plantação de cana está a menos de 50 metros dos cemitérios de fóssil, o que impede a descoberta de novas rochas, segundo os estudiosos. “Tem lugar que a rocha está só a 30, 40 centímetros debaixo da terra. Se o fóssil estiver na superfície, pode ser destruído por uma grade que prepara o solo para a plantação, por exemplo”, afirma o professor aposentado João Tadeu Arruda, que acompanhou todas as descobertas na região.

Os outros problemas seriam o transporte da cana e as erosões. “Os veículos que circulam entre as plantações são pesados e também podem prejudicar os esqueletos. E por último tem as erosões. Mesmo que a área seja bem preparada para o cultivo, sempre ocorre o desvio do trajeto da água das chuvas, o que pode provocar erosões nos jazigos.”

Para o pesquisador Kleber Varnier, falta apoio da prefeitura aos trabalhos. “Infelizmente, a exploração de fósseis de milhões de anos, com toda sua importância científica, não dá lucro para ninguém. Já a usina, que gera receitas e empregos, tem todo o amparo dos políticos. É esse pensamento que cria obstáculos e ameaça nossos estudos”, diz o paleontólogo. O diretor da usina Generalco, João Arantes, foi procurado pelo Diário para comentar o assunto, mas não foi encontrado.

Reconhecimento

Um dos seis sítios paleontológicos catalogados na região foi reconhecido no final de 2009 pela Comissão Brasileira dos Sítios Geológicos e Paleobiológicos (Sigep), instituição ligada ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Trata-se de uma área em Prudêncio e Moraes, distrito de General Salgado, onde foram descobertos os primeiros fósseis. Outros três sítios também estão localizados no município, sendo dois no distrito de São Luiz de Japiúba. Os dois terrenos restantes ficam em cidades vizinhas, Auriflama e São João de Iracema.

O projeto do reconhecimento foi aprovado por oito dos órgãos que representam a Sigep, entre eles a Sociedade Brasileira de Paleontologia, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Petrobras. Para o professor Ismar de Souza Carvalho, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), responsável pela elaboração do projeto, o reconhecimento pode trazer melhores condições aos pesquisadores. “Agora, ações para captação de recursos visando à amplificação de sua relevância se tornam mais fáceis de serem aprovadas.” O reconhecimento, no entanto, não significa preservação garantida. Para isso, segundo Carvalho, é necessário a criação de um projeto na própria cidade.

Prefeitura tem interesse, diz gestor

A reportagem do Diário procurou o prefeito de General Salgado, Mauro Gilberto Fantini, na sexta-feira. Na prefeitura, a informação fornecida pela secretária dele, que se identificou como Carina, era de que o prefeito estava em Iturama (MG) e só retornaria amanhã. Fantini também não atendeu as ligações em seu celular.

Segundo o gestor ambiental da prefeitura, Márcio Castilho, a prefeitura tem, sim, intenção de auxiliar os estudos dos fósseis. “No ano passado o prefeito discutiu o projeto de um museu, que guardaria os materiais retirados dos sítios”, disse. Outra ação estudada pelo governo municipal, de acordo com o funcionário, seria a compra ou o aluguel (arrendamento) dos cerca de 20 hectares de onde os fósseis foram retirados.

“Seria muito importante para a preservação dos sítios, mas a prefeitura ainda precisa arranjar parceiros na iniciativa privada para isso. O investimento seria alto.” As boas intenções da prefeitura, todavia, não convencem o pesquisador João Tadeu Arruda. “Desde a descoberta dos fósseis, há quase 20 anos, já tivemos quatro prefeitos. Conversei pessoalmente com cada um deles várias vezes. Tentei convencê-los de que essas terras são iguais a um ‘cofre’ que guarda uma riqueza sem tamanho, mas ninguém me ouviu. Só ficou mesmo nas conversas, no blábláblá.”

Usina

O diretor da usina Generalco, João Arantes, também foi procurado pelo Diário para comentar o assunto. No entanto, ele não foi localizado na empresa nem na unidade do grupo em Araçatuba.

Museu e laboratório estão só no papel

Pelo menos no papel, General Salgado já tem um laboratório e um museu destinados aos estudos e à divulgação da paleontologia. O projeto, elaborado pelos pesquisadores Kleber Varnier, de Rio Preto, e Thiago da Silva Marinho, da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), com ajuda de uma empresa americana, prevê investimentos de R$ 440 mil. O documento sugere a construção de um imóvel na cidade, onde seria realizada a preparação e a documentação dos fósseis, além de abrigar pesquisadores de outros municípios durante as expedições. Materiais hoje guardados em museus e universidades de todo o País seriam trazidos de volta a General Salgado para a montagem de uma exposição permanente.

“A ideia seria envolver a população local nas pesquisas. Explicar aos moradores a importância da preservação desse material, que é valiosíssimo. Muita gente na cidade nunca viu um fóssil”, afirma Varnier. O projeto, de acordo com o pesquisador rio-pretense, já foi aprovado em uma primeira avaliação pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). No entanto, para liberação dos recursos seria necessária a criação de uma nova secretaria na prefeitura, o que não foi feito.

“Em reuniões com o prefeito, até nos foi sugerido alguns locais para instalação do museu. Mas depois não aconteceu mais nada.” Se o museu for montado, Varnier diz que já tem um grande material para exposição. “Nos últimos cinco anos documentei mais de 30 expedições aos jazigos. Tenho mais de dez mil fotos e quatro mil horas de filmagens.” Entre locação de equipamentos, viagens e gastos com a empresa de consultoria, o pesquisador diz ter investido cerca de R$ 50 mil do próprio bolso no projeto.
O pesquisador Kleber Varnier com ossada de um Baurusuchus
sítio paleontológico de Auriflama, município vizinho a General Salgado, trouxe novo fôlego às pesquisas na região. Os materiais, encontrados por um grupo de pesquisadores da Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF), pertencem a titanossauros e terópodes. Até então, só se sabia que a área preservava esqueletos de crocodilos pré-históricos. 

Do titanossauro foram encontrados fragmentos de fósseis e uma costela de 1,2 metro. Apesar do tamanho relativamente grande, o osso corresponde a uma das menores costelas do animal, que podia alcançar 12 metros de comprimento, 6 metros de altura e pesar 15 toneladas. Herbívoro, o titanossauro é reconhecido como um dos maiores dinossauros que viveram no Brasil. 

O fóssil, guardado na faculdade de Fernandópolis, é estudado por pesquisadores da região, da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade de Bristol, na Inglaterra. O professor de geologia e biologia Carlos Eduardo de Oliveira, da FEF, afirma que buscará recursos junto a órgãos de incentivo à ciência, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), para encontrar outros ossos do animal. 

“Nosso objetivo é encontrar todo o esqueleto, analisar o material e fazer uma publicação em revista científica. É um trabalho difícil, pois nem todos os ossos podem estar tão bem conservados como a coluna que retiramos.” Além da costela do herbívoro, os pesquisadores também localizaram no sítio de Auriflama dentes de um carnívoro da família terópode, a mesma do tiranossauro. No entanto, os dentes pertenciam a um animal de pequeno porte, com cerca de um metro de altura. 

Para a bióloga Ariane Gabas Martins, que também participou da descoberta da coluna de titanossauro, a falta de incentivo atrapalha os estudos. “O que nos move é a curiosidade, a vontade de aprender mais. Tudo o que gastamos sai do nosso bolso. Se tivéssemos mais apoio dos órgãos do governo, poderíamos encontrar vários outros fósseis de dinossauro.” 

A notícia da descoberta de fósseis de dinossauros em Auriflama não surpreendeu o pesquisador Antonio Celso de Arruda Campos, diretor do Museu de Paleontologia de Monte Alto, cidade na região de Ribeirão Preto. Segundo Arruda, a Bacia Bauru, que abrange os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e região nordeste do Paraguai, é privilegiada. “Muitos dinossauros viveram na região. Infelizmente nossos estudos ainda estão muito atrasados pela falta de apoio às iniciativas científicas.” 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Amor e Revolução - Dramaturgia Televisiva trás a memória dos horrores da Repressão

          
  Estreou hoje a nova novela do SBT "Amor e Revolução". A obra é de Tiago Santiago, Dramaturgo que já escreveu novelas para a "Rede Record", como "Prova de Amor". Nessa empreitada o autor trás a memória dos horrores da repressão. Um período da história do Brasil em que muitos lutaram para que tivéssemos garantido o direito a liberdade de expressão. Esta postagem é muito pequena para narrar tudo o que o período em que o Militarismo reinava no Brasil.
    Mas minha intenção aqui é mostrar que é valido discutir em Dramaturgia ou em qualquer outra forma de arte, cultura e pensamento assuntos como este. Como já foi dito, "muitos lutaram pela liberdade de expressão que temos hoje". Tal liberdade que muitas vezes não é exercida pelos jovens de nossa nação de forma legítima.

   Não é a minha intenção instigar a juventude a entrar para algum Partido. Mas obras como "Amor e Revolução " estão sendo feitas por um motivo. Não sei qual é o motivo do autor mais ao meu ver ela parece que aponta para uma necessidade atual. A necessidade de nos politizarmos, (não tornarmos politiqueiros ou cabos eleitorais), mas conhecer melhor o nosso país e a origem de nossa grandeza e de toda sujeira que esconde debaixo dos tapetes de gabinetes.Em todo caso gostaria tirar o chapéu pro SBT pela coragem de apostar em uma história que não parece, mas está escondida nas páginas da história brasileira e que tanto nos envergonha.
   Talvez eu já esteja fazendo julgamentos precipitados, e elogiando uma obra que pode no futuro tornar-se( na mais otimista das hipóteses) "tendenciosa".
   Talvez esta seja uma das muitas questões para serem discutidas em nosso 2º FÓRUM DE DRAMATURGIA DO PONTO DE CULTURA ESCOLA LIVRE DE TEATRO!  Os próximos capítulos dirão!

Já estava me esquecendo! A música de abertura da novela é "Roda Viva". . .merece!