quinta-feira, 22 de julho de 2010

Me procure onde meu nome não está e meu nome onde eu não estou!

AQUI. . .NESTE LUGAR. . .VOLTO A SER O ANIMAL QUE SOU!
PORQUE O QUE HÁ DE MAIS PRIMITIVO
E QUE SE ESCONDE DA ROUPA PRETA DO DIA,
SE TORNA NORMAL E ASSIM É DIGNO DE VOLTAR
PARA A COMUNIDADE.
AQUI. . .NESTE LUGAR. . .COMETO A MAIOR DAS CONTRADIÇÕES.
PARO DE REPRESENTAR O MEU PAPEL SOCIAL DE CADA DIA.
TENTO ARRANCAR A MASCARA DE PESSOA SÉRIA QUE NUNCA FUI. 
                                                                        
Raimundo Nonato Teixeira do Nascimento

terça-feira, 20 de julho de 2010

O DRAMATURGO

                                                                          
TER CORAÇÃO NÃO É O BASTANTE.
É PRECISO TER UM GRANDE CORAÇÃO,
ONDE CAIBAM AMORES DE VÁRIOS TIPOS E TAMANHOS.

E ACIMA DE TUDO,
É PRECISO TER UM CORAÇÃO GRANDE O BASTANTE
PARA AMAR APENAS UMA MULHER.

É NECESSÁRIO UM CORAÇÃO DIVIDIDO,
MAS NÃO SEPARADO
COM UMA DISPENSA ENORME ONDE AS RAIVAS E RANCORES POSSAM SER CONTIDOS.

Raimundo Nonato Teixeira do Nascimento

segunda-feira, 19 de julho de 2010

PASSAM


                                                                        
As horas passam.
Estou a beira de um precipicio de emoções, sem coragem pra pular. . .e simplesmente. . .as horas passam.
Giram em torno de mim.
Não param, não descansam e não discutem. . .simplesmente passam. . .passam.
O estômago gira, o coração gira, o cérebro gira. Estou tonta.
E as horas passam. . .
A coragem não vem!
O medo não larga!
A dor atrapalha.
A raiva enlouquece.
E tudo é um ébano.
A noite cai.
E as horas simplesmente passam. . .passam. . .passam. . .passam. . .passam. . .

Por Elaine Sgobi

TÁ BROTANDO!!


A dramaturga Elaine Sgobi passou pela Taberna e deixou algo para reflexão.

Você já pensou na morte hoje? Já pensou o quanto você vale? Bem, Elaine pensou e quer que você também pense.





QUANTO VALE?

Por Elaine Sgobi

Quanto vale a morte embrulhada no jornal?

Vale o choro de uma criança?

Vale o desespero de um pai?

Vale o sangue de quem ficou pra trás?

Quanto vale a morte arrotada na TV?

Vale o prêmio de melhor reportagem?

Vale um capítulo de novela?

Vale a lágrima evaporada na face de quem se foi?

Quanto vale a morte nas ondas do rádio?

Vale o salário do locutor?

Vale a propaganda da loja de sapatos?

Vale a hora certa de cada Estado?

Quanto vale a morte nas revistas, nos folhetos, nas gargantas das fofoqueiras?

Quanto vale?

Mais que a vida?

Melhor é rasgar o jornal, quebrar a TV, não sintonizar o rádio, desaprender a ler e ficar surda para não enlouquecer.

domingo, 18 de julho de 2010

Contrastes. . .meu dia está ganho!

   Tiago Feitosa Canata passou pela Taberna e deixou essas palavras. REFLITAM! ! !
   Uma vida não examinada não é digna de ser vivída!!  

                                                                  
CONTRASTE


Esse é o momento.A introspecção no silêncio,como se fosse um mergulho do espírito no infinito.As folhas do inverno caem e vagam pelo ar como almas perdidas em busca do aconchego.Parece que sempre estamos perdidos em nós mesmos,gritamos para o mundo em busca de socorro,mais o mundo é surdo.E dentro do meu silêncio eu permaneço inatingível,imortal.


Porque palavras são feitas de ouro,é preciso garimpa-las no abismo da sabedoria,assim como se fosse um alquimista,irá achar o teu poder.


TIAGO FEITOSA CANATA

ALGUÉM BATEU NA PORTA DA TABERNA

                                                                     
(...)como um modesto opositor de opinião eu digo que o tédio é uma artimanha do tempo,uma maneira de freiar a felicidade.Se eu fosse o senhor do tempo criaria um tédio com cara de alegria.


TIAGO FEITOSA CANATA

sexta-feira, 16 de julho de 2010

ESTOU DE VOLTA

Estou de volta e trago um texto ainda quente! Recentemente saído do forno da Taberna!!
Esse texto pertence ao Livro: "A PARTE AMARGA DO PEDAÇO MAIS DOCE" , que acaba de ser escrito por mim Raimundo Nonato Teixeira do Nascimento e por Elaine Martins Sgobi uma parceira e uma das coordenadoras do Ponto de Cultura Escola Livre de Teatro de Jales.

Em breve iremos publicar a obra. . .isso é. . .se pintar alguma grana. . .bem! Por hora fiquem com um dos textos. Apreciem. . .enquanto podem!

                                            
                                             COISA QUE INVENTEI NO BANHO
Por Raimundo Nonato Teixeira do Nascimento

   ESSA É A HISTÓRIA DO "CABRA" QUE NÃO GOSTAVA DE TOMAR BANHO.
   NÓS VIVEMOS EM TEMPOS INDIVIDUALISTA E TUDO É MUITO PASSAGEIRO,
   MAS AINDA GOSTAMOS DE ESFREGAR AS COSTAS UNS DOS OUTROS.
   NA UNIDADE DO SER IMUNDO EXISTEM VÁRIOS PARADIGMAS:
   - EU SOU BÊBADO OU EU ESTOU BÊBADO?
   - EU SOU FELIZ OU EU ESTOU FELIZ?
   O "CABRA" QUE NÃO GOSTA DE TOMAR BANHO DIZ COM SEU FEDOR,
   AQUILO QUE NÃO PODE DIZER FALANDO.
   É INCOMUM E CRUEL O FATO DESTE IMUNDO HOMEM NÃO PODER FALAR.
   MAS ATÉ QUE PONTO O QUE NÃO PODE SER DITO SERÁ CONDICIONADO
   AO INTERNATO PESSOAL?
   ATÉ QUANDO ESSE HOMEM VAI SE ESCONDER ATRÁS DE SUA SUJEIRA 
   FAZENDO POEMAS COM O ENCARDIDO DE SUAS UNHAS?
   TALVEZ QUANDO O "CABRA" DEIXAR DE FECHAR OS OLHOS PRA SE TORNAR UMA
   MANCHA.
   TALVEZ SÓ TERÁ UMA FACE QUANDO CRIAR CORAGEM PARA LAVAR O ROSTO.

fim

. . .essa minha estúpida retórica. . .