terça-feira, 20 de julho de 2010
O DRAMATURGO
TER CORAÇÃO NÃO É O BASTANTE.
É PRECISO TER UM GRANDE CORAÇÃO,
ONDE CAIBAM AMORES DE VÁRIOS TIPOS E TAMANHOS.
E ACIMA DE TUDO,
É PRECISO TER UM CORAÇÃO GRANDE O BASTANTE
PARA AMAR APENAS UMA MULHER.
É NECESSÁRIO UM CORAÇÃO DIVIDIDO,
MAS NÃO SEPARADO
COM UMA DISPENSA ENORME ONDE AS RAIVAS E RANCORES POSSAM SER CONTIDOS.
Raimundo Nonato Teixeira do Nascimento
segunda-feira, 19 de julho de 2010
PASSAM
As horas passam.
Estou a beira de um precipicio de emoções, sem coragem pra pular. . .e simplesmente. . .as horas passam.
Giram em torno de mim.
Não param, não descansam e não discutem. . .simplesmente passam. . .passam.
O estômago gira, o coração gira, o cérebro gira. Estou tonta.
E as horas passam. . .
A coragem não vem!
O medo não larga!
A dor atrapalha.
A raiva enlouquece.
E tudo é um ébano.
A noite cai.
E as horas simplesmente passam. . .passam. . .passam. . .passam. . .passam. . .
Por Elaine Sgobi
TÁ BROTANDO!!
A dramaturga Elaine Sgobi passou pela Taberna e deixou algo para reflexão.
Você já pensou na morte hoje? Já pensou o quanto você vale? Bem, Elaine pensou e quer que você também pense.
QUANTO VALE?
Por Elaine Sgobi
Quanto vale a morte embrulhada no jornal?
Vale o choro de uma criança?
Vale o desespero de um pai?
Vale o sangue de quem ficou pra trás?
Quanto vale a morte arrotada na TV?
Vale o prêmio de melhor reportagem?
Vale um capítulo de novela?
Vale a lágrima evaporada na face de quem se foi?
Quanto vale a morte nas ondas do rádio?
Vale o salário do locutor?
Vale a propaganda da loja de sapatos?
Vale a hora certa de cada Estado?
Quanto vale a morte nas revistas, nos folhetos, nas gargantas das fofoqueiras?
Quanto vale?
Mais que a vida?
Melhor é rasgar o jornal, quebrar a TV, não sintonizar o rádio, desaprender a ler e ficar surda para não enlouquecer.
domingo, 18 de julho de 2010
Contrastes. . .meu dia está ganho!
Tiago Feitosa Canata passou pela Taberna e deixou essas palavras. REFLITAM! ! !
Uma vida não examinada não é digna de ser vivída!!
CONTRASTE
Esse é o momento.A introspecção no silêncio,como se fosse um mergulho do espírito no infinito.As folhas do inverno caem e vagam pelo ar como almas perdidas em busca do aconchego.Parece que sempre estamos perdidos em nós mesmos,gritamos para o mundo em busca de socorro,mais o mundo é surdo.E dentro do meu silêncio eu permaneço inatingível,imortal.
Porque palavras são feitas de ouro,é preciso garimpa-las no abismo da sabedoria,assim como se fosse um alquimista,irá achar o teu poder.
TIAGO FEITOSA CANATA
Uma vida não examinada não é digna de ser vivída!!
CONTRASTE
Esse é o momento.A introspecção no silêncio,como se fosse um mergulho do espírito no infinito.As folhas do inverno caem e vagam pelo ar como almas perdidas em busca do aconchego.Parece que sempre estamos perdidos em nós mesmos,gritamos para o mundo em busca de socorro,mais o mundo é surdo.E dentro do meu silêncio eu permaneço inatingível,imortal.
Porque palavras são feitas de ouro,é preciso garimpa-las no abismo da sabedoria,assim como se fosse um alquimista,irá achar o teu poder.
TIAGO FEITOSA CANATA
ALGUÉM BATEU NA PORTA DA TABERNA
(...)como um modesto opositor de opinião eu digo que o tédio é uma artimanha do tempo,uma maneira de freiar a felicidade.Se eu fosse o senhor do tempo criaria um tédio com cara de alegria.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
ESTOU DE VOLTA
Estou de volta e trago um texto ainda quente! Recentemente saído do forno da Taberna!!
Esse texto pertence ao Livro: "A PARTE AMARGA DO PEDAÇO MAIS DOCE" , que acaba de ser escrito por mim Raimundo Nonato Teixeira do Nascimento e por Elaine Martins Sgobi uma parceira e uma das coordenadoras do Ponto de Cultura Escola Livre de Teatro de Jales.
Em breve iremos publicar a obra. . .isso é. . .se pintar alguma grana. . .bem! Por hora fiquem com um dos textos. Apreciem. . .enquanto podem!
COISA QUE INVENTEI NO BANHO
Por Raimundo Nonato Teixeira do Nascimento
fim
. . .essa minha estúpida retórica. . .
Esse texto pertence ao Livro: "A PARTE AMARGA DO PEDAÇO MAIS DOCE" , que acaba de ser escrito por mim Raimundo Nonato Teixeira do Nascimento e por Elaine Martins Sgobi uma parceira e uma das coordenadoras do Ponto de Cultura Escola Livre de Teatro de Jales.
Em breve iremos publicar a obra. . .isso é. . .se pintar alguma grana. . .bem! Por hora fiquem com um dos textos. Apreciem. . .enquanto podem!
COISA QUE INVENTEI NO BANHO
Por Raimundo Nonato Teixeira do Nascimento
ESSA É A HISTÓRIA DO "CABRA" QUE NÃO GOSTAVA DE TOMAR BANHO.
NÓS VIVEMOS EM TEMPOS INDIVIDUALISTA E TUDO É MUITO PASSAGEIRO,
MAS AINDA GOSTAMOS DE ESFREGAR AS COSTAS UNS DOS OUTROS.
NA UNIDADE DO SER IMUNDO EXISTEM VÁRIOS PARADIGMAS:
- EU SOU BÊBADO OU EU ESTOU BÊBADO?
- EU SOU FELIZ OU EU ESTOU FELIZ?
O "CABRA" QUE NÃO GOSTA DE TOMAR BANHO DIZ COM SEU FEDOR,
AQUILO QUE NÃO PODE DIZER FALANDO.
É INCOMUM E CRUEL O FATO DESTE IMUNDO HOMEM NÃO PODER FALAR.
MAS ATÉ QUE PONTO O QUE NÃO PODE SER DITO SERÁ CONDICIONADO
AO INTERNATO PESSOAL?
ATÉ QUANDO ESSE HOMEM VAI SE ESCONDER ATRÁS DE SUA SUJEIRA
FAZENDO POEMAS COM O ENCARDIDO DE SUAS UNHAS?
TALVEZ QUANDO O "CABRA" DEIXAR DE FECHAR OS OLHOS PRA SE TORNAR UMA
MANCHA.
TALVEZ SÓ TERÁ UMA FACE QUANDO CRIAR CORAGEM PARA LAVAR O ROSTO.
fim
. . .essa minha estúpida retórica. . .
sábado, 1 de maio de 2010
Agora deixo aqui este poema do Mestre João Cabral de Mello Neto para que todos saibam como é dificil ser artista, e para que os artistas saibam que o problema não está em querer fazer várias coisas ao mesmo tempo, o problema é estar sempre atrás ou na frente de si mesmo. . .meu Deus!. . . por que me abandona nessa hora. . .
"Dificil ser funcionário
Nesta segunda-feira
Eu te telefono, Carlos
Pedindo conselho
Não é la fora o dia
Que me deixa assim
Cinemas, avenidas
E outros não-fazeres
É a dor das coisas
O luto desta mesa;
É o regime proibindo
Assovios, flores
Eu nunca suspeitaria
Tanta roupa preta;
Tão pouco estas palavras
Funcionárias, sem amor
Carlos, há uma máquina
Que nunca escreve cartas
Há uma garrafa de tintas
Que nunca bebeu álcool
E os arquivos, Carlos
As caixas de papéis
Túmulos para todos
Os tamanhos do meu corpo
Não me sinto correto
De gravata de cor,
E na cabeça uma moça
Em forma de lembrança
Não encontro a palavra
Que diga a esses móveis
Se os pudesse encarar. . .
Fazer seu nojo meu. . .
Carlos, dessa náusea
Como colher a flor?
Eu te telefono, Carlos
Pedindo conselho
JOÃO CABRAL DE MELO NETO
"Dificil ser funcionário
Nesta segunda-feira
Eu te telefono, Carlos
Pedindo conselho
Não é la fora o dia
Que me deixa assim
Cinemas, avenidas
E outros não-fazeres
É a dor das coisas
O luto desta mesa;
É o regime proibindo
Assovios, flores
Eu nunca suspeitaria
Tanta roupa preta;
Tão pouco estas palavras
Funcionárias, sem amor
Carlos, há uma máquina
Que nunca escreve cartas
Há uma garrafa de tintas
Que nunca bebeu álcool
E os arquivos, Carlos
As caixas de papéis
Túmulos para todos
Os tamanhos do meu corpo
Não me sinto correto
De gravata de cor,
E na cabeça uma moça
Em forma de lembrança
Não encontro a palavra
Que diga a esses móveis
Se os pudesse encarar. . .
Fazer seu nojo meu. . .
Carlos, dessa náusea
Como colher a flor?
Eu te telefono, Carlos
Pedindo conselho
JOÃO CABRAL DE MELO NETO
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